O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, em geral, se inicia na infância, e pode acompanhar o indivíduo ao longo de todo o seu desenvolvimento. Em alguns casos, adolescentes e adultos deixam de manifestar os sintomas conforme vão se desenvolvendo, e cerca de 50% continuam a manifestar os sintomas ao longo da vida adulta, segundo o site do McGovern Institute for Brain Research, do MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
E, mesmo com todo o conhecimento que se tem hoje, ainda há muita desinformação e mitos acerca do TDAH e da complexidade de seu diagnóstico e tratamento. De todo modo, tendo acesso a cuidados e tratamentos específicos, é perfeitamente possível que crianças, adolescentes e/ou adultos tenham uma vida normal, sendo plenamente capazes de estudar, trabalhar, construir relacionamentos, etc.
Sintomas relacionados à desatenção, hiperatividade e impulsividade estão associados ao TDAH. Na prática, esses sintomas afetam diretamente: o comportamento – agressividade, inquietação ou falta de moderação; a cognição – dificuldade de concentração, esquecimento ou falta de atenção; o humor – ansiedade, irritabilidade ou raiva, e ainda podem se manifestar em forma de depressão ou dificuldade de aprendizagem. De qualquer modo, é importante deixar claro que a manifestação de um ou de alguns desses sintomas isoladamente, e de forma pontual, não caracteriza o diagnóstico do TDAH. É por isso que pais, educadores e profissionais de saúde precisam ter bastante clareza de que é normal que as crianças, por exemplo, sejam muito ativas, ou certas vezes muito desatentas, e que isso não significa, que tenham o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
Os tratamentos são variados e começam com a compreensão integral do indivíduo, levando em consideração seus aspectos biológicos, psicológicos e transcendentais—o que podemos entender como “corpo, mente e espírito”. Apenas com esse entendimento é possível tratar o ser humano de forma completa, reconhecendo a complexidade de seu funcionamento.A abordagem terapêutica inicia-se pela via não farmacológica, que vai além de práticas como atividade física, alimentação equilibrada e higiene do sono. Neste estágio, buscamos compreender a história de vida do indivíduo e seus fatores contextuais. O Dr. Felipe adota os princípios da psicologia tomista como base para essa conduta, integrando uma visão profunda do ser humano em seu tratamento. Em casos de TDAH podemos utilizar a via farmacológica para otimizarmos as questões comportamentais do paciente. E com um novo padrão de comportamento programar a retirada da medicação, para casos leves e moderados.