A insônia é uma das queixas mais comuns em saúde e caracteriza-se pela insatisfação com a quantidade ou qualidade do sono. Embora a média diária recomendada varie entre 6 e 8 horas, algumas pessoas sentem-se bem com apenas 4 horas de sono, enquanto outras necessitam de 10 a 11 horas para um descanso adequado. Esses padrões podem mudar conforme a idade e outras condições individuais.
A insônia pode afetar qualquer pessoa e manifesta-se de diferentes formas, podendo ser primária ou secundária a outra patologia. Estima-se que, em 40% a 50% dos casos, a insônia esteja associada a algum transtorno mental, o que reforça a importância de uma avaliação abrangente para o tratamento adequado.
A insônia pode desencadear diversas complicações, afetando tanto a saúde física quanto a mental. Entre os impactos mais comuns estão:
Além desses fatores, a insônia pode causar grande sofrimento emocional e comprometer significativamente o funcionamento em áreas essenciais da vida do indivíduo.
Algumas pessoas possuem maior predisposição para desenvolver insônia, seja por fatores genéticos, condições médicas ou hábitos de vida. Entre os principais grupos de risco, destacam-se:
A identificação desses fatores de risco é essencial para a adoção de medidas preventivas e para um tratamento mais eficaz da insônia.
Os tratamentos são variados e começam com a compreensão integral do indivíduo, levando em consideração seus aspectos biológicos, psicológicos e transcendentais—o que podemos entender como “corpo, mente e espírito”. Apenas com esse entendimento é possível tratar o ser humano de forma completa, reconhecendo a complexidade de seu funcionamento.A abordagem terapêutica inicia-se pela via não farmacológica, que vai além de práticas como atividade física, alimentação equilibrada e higiene do sono. Neste estágio, buscamos compreender a história de vida do indivíduo e seus fatores contextuais. O Dr. Felipe adota os princípios da psicologia tomista como base para essa conduta, integrando uma visão profunda do ser humano em seu tratamento. A insônia é comumente secundária, sendo então fundamental uma avaliação ampla, não apenas para melhora de higiene do sono, mas também na identificação de fatores orgânicos relacionados.